5 mentiras que cristãos falam sobre o dinheiro

Posted by | Janeiro 23, 2018 | Reflexão | No Comments

Eu fui um instrutor financeiro na minha igreja por vários anos, e eu vi muitas situações financeiras. Aprendi que algumas pessoas prestam pouca atenção aos seus assuntos financeiros; outros prestam demais. Alguns rotineiramente orçam e planejam e poupam; outros não. Alguns dão generosamente; outros retém.

A maioria pode oferecer razões (ou desculpas) para suas decisões. No entanto, muitas vezes eles estão agindo com base em equívocos sobre o que a Escritura ensina. Precisamos ter uma visão precisa e abrangente das finanças pessoais biblicamente falando.

Para esse fim, aqui estão cinco equívocos comuns que encontrei.

1. Deus se preocupa mais com meu coração do que com o que eu faço com meu dinheiro.

Deus certamente se preocupa com a condição de nossos corações. E, no entanto, há uma conexão da “fé e obras” com o dinheiro que não pode ser ignorado. Um coração transformado pelo evangelho resultará em mudanças não apenas no que acreditamos sobre o dinheiro, mas também no que fazemos com ele (Tg 2:14-17, 26).

O dinheiro é um grande problema na Bíblia. Nós recebemos mais instruções na Bíblia sobre dinheiro (mais de 2.000 versos) do que praticamente qualquer outra coisa. Jesus contou muitas parábolas sobre isso, e os apóstolos tinham muito a dizer sobre isso. Nos é dito para evitar o amor do dinheiro (1 Tm 6:6-10) e escolher Deus sobre o dinheiro (Lc 16:13), para que possamos ser generosos e prontos para dar (Mt 6:2, 5, 16) e confiar em Deus, não nas riquezas (1 Tm 6:17-19). Também somos encorajados a planejar e poupar (Pv 21:20) e cuidar das necessidades de nossas famílias e dos outros (1 Tm 5:8; Hb 13:16).

2. Eu sei que preciso dar, mas o quanto não importa, contanto que eu dê algo.

Há pouca discordância entre os cristãos sobre o fato de que ofertar é encorajado, até mesmo comandado, na Escritura (Ml 3:6-12, Mt 23:23; 1 Co 16:1-2). Mas quando começamos a falar sobre “quanto”, as coisas ficam complicadas.

Alguns dizem que somos livres para dar o mínimo ou o quanto queremos com base em como “nos sentimos persuadidos”, porque estamos livres do “legalismo” do dízimo. É verdade que a doação no Novo Testamento não deve ser legalista. Mas Jesus e os apóstolos ensinaram generosidade proporcional e até sacrificial de um coração de gratidão e adoração, que para alguns pode ser mais do que um dízimo (Mc 12:41-44; 1 Co 16:2; 2 Co 9:5-6).

Os cristãos estão longe de obedecer a este ensinamento. Dependendo do estudo que você lê, entre cristãos professos que frequentam a igreja regularmente, apenas cerca de 5% dão pelo menos 10% de sua renda (o “dízimo” tradicional). Daqueles que dão, a média é de aproximadamente 2,5 por cento da renda.

3. A dívida é inevitável e não é um problema, desde que eu pague de volta e mantenha um bom crédito.

A dívida é comum nos dias de hoje; todas as formas de dívida do consumidor estão em alta. Algumas dívidas podem ocasionalmente ser necessárias, mas a maioria pode ser evitada com planejamento e disciplina cuidadosa.

A Escritura não proíbe explicitamente o empréstimo, mas ensina que a dívida é uma forma de “escravidão”, uma vez que torna o mutuário escravo do próprio pagamento da dívida (Pv 22:7). Também torna o mutuário um escravo do credor, no sentido de que o credor tem “propriedade” parcial do tempo que o mutuário deve trabalhar para pagar o credor de volta.

A menos que haja uma necessidade irresistível de pedir emprestado, não devemos colocar-nos sob a escravidão do endividamento. No mínimo, não devemos emprestar com frequência, e sempre devemos pagar dívidas o quanto antes (o que é a coisa sábia a fazer, independentemente).

4. Deus vai me fazer prosperar financeiramente se eu trabalhar duro e tiver fé suficiente.

Historicamente, houve duas perspectivas sobre a prosperidade financeira e a vida cristã. O primeiro ensina que, porque o dinheiro é a raiz de todo o mal (1 Tm 6:10), quanto mais dinheiro você tiver, menos justo você pode ser. O segundo ensina que Deus quer que todos os cristãos sejam prósperos e ricos. Se não somos prósperos, é porque não temos fé suficiente.

Uma perspectiva bíblica mais precisa é que Deus, em sua soberania, dá mais a algumas pessoas, e menos a outras, para serem seus mordomos (1 Sm 2:7, Mt 26:11). Como e por que ele faz isso diz respeito a Ele, não a nós. Os crentes maduros podem ser ricos ou pobres (Pv 22:2).

5. Deus prometeu cuidar de mim, então eu não tenho que me preocupar com o dinheiro.

Deus promete cuidar de seus filhos (Mt 6:25-27, Fp 4:19). Mas Ele também nos instrui a assumir a responsabilidade (e a ação) pela nossa situação (Pv 10:4-5). Quando se trata de finanças, temos de fazer a nossa parte.

À luz de suas promessas, podemos estar livres de preocupações, pois sabemos que Deus cuidará de nós. E, dada a instrução sábia que recebemos, precisamos resistir à passividade e à inação, que presumem a bondade de Deus.

O dinheiro é uma parte importante de nossas vidas, por isso é importante que compreendamos claramente o que a Bíblia ensina sobre isso. Tome tempo para estudar as Escrituras e veja como elas se aplicam à sua situação. Leia bons livros sobre a mordomia bíblica. Acima de tudo, esforce-se para ser um mordomo fiel de tudo o que seu Rei lhe confiou (1 Co 4:2).

*used with permission from The Gospel Coalition.
Este post é uma tradução de um artigo de Chris Cagle, publicado originalmente no blog The Gospel Coalition, traduzido e publicado com permissão do autor. O artigo original pode ser encontrado no link: 5 Lies Christians Tell About Money
Chris Cagle é um arquiteto/estrategista de TI. Ele atua como diácono na Crossway Community Church em Charlotte, Carolina do Norte, onde ele dirige o ministério financeiro e faz aconselhamento e treinamento financeiro. Ele escreve para o blog Retirement Stewardship.

 

 

* Traduzido por Aline Brandão
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